O que tem nesse livro?

O recém lançado livro Gestão da Produção no Ministério Público e o Pensamento Lean, dos autores e membros do NUGOJ Renan Couto, Ana Cecília Gouvêa e Vanessa Evangelista, traz para o leitor interessado no aumento da eficiência do Ministério Público temas e abordagens originadas nas fábricas japonesas de automóveis.

Planejamento, produtividade, gestão de pessoas, organização de materiais, gerenciamento de projetos e eliminação de desperdícios são alguns dos temas abordados.

É um livro de Administração da Produção voltado para a indústria de serviços, sobretudo os públicos e que operam o Direito, como o Ministério Público e, ao mesmo tempo, um livro sobre o trabalho no Ministério Público e como ele se conecta com conceitos e técnicas da Administração da Produção.

Eis o sumário do livro:

Capítulo 1 – Sistemas de Produção

As Organizações

Função Produção

Sistema de Produção das Promotorias de Justiça

Clientes das Promotorias de Justiça

Produtividade nas Organizações

Produtividade nas Promotorias de Justiça

Evolução do Trabalho nas Promotorias de Justiça

Eficiência e Eficácia Não Bastam

Capítulo 2 – Pensamento Lean

Do Japão para o Mundo

Lean nas Promotorias de Justiça

Desperdícios nas Promotorias de Justiça

5S’s

Poka-Yoke

Troca Rápida de Ferramenta (TRF)

Controle Visual

Padronização de Processos

Colaboradores Flexíveis

Heijunka

Capítulo 3 – Recursos do Sistema Produtivo

Introdução

Recursos Humanos

As Pessoas no Trabalho

Desafios na Gestão de Pessoas

Mudando o Foco: Tirar o Olho do Esforço e Concentrar no Resultado

Equipes de Trabalho

Compartilhando o Conhecimento

Alinhando a Equipe

Infraestrutura

Ambiente Físico

Saúde Ocupacional

Temperatura e Ventilação

Iluminação

Ruído

Ergonomia

Armazenagem de Materiais e Informações

Armazéns Físicos e Digitais em Sintonia: o Kanban das Promotorias de Justiça

Classificação e Codificação

Como Não Nomear um Arquivo

Sugestão de Nome de Arquivo

Equipamentos

Materiais

Gestão Logística

Tipos de Materiais

Transportes

Manutenção de Estoques

Suprimentos

Organização de Autos Judiciais e de Procedimentos Extrajudiciais

Organização de Estantes e Escaninhos

Padronização de Arquivos Digitais

Organização de Arquivos Digitais

Gestão na Prática – Modelos de Documentos para Otimização dos  Recursos

Os Colaboradores e suas Funções

Cada Coisa em seu Lugar: Padronização e Uniformização de Nomes e do Trabalho

As Merecidas Férias: Pode Descansar que o Trabalho Continua

Redigir sem Escrever: o Milagre da Peça Modular & Interativa

Capítulo 4 – Processo de Transformação & Saídas do Sistema Produtivo

Introdução

Projetos

Processos de Negócio

Modelagem de Processos de Negócio

Esqueçam os Fluxogramas

Um Caminho Natural

Notação de Processos – BPMN

Mapeamento de Processo de Negócio em uma Promotoria de Justiça (com e sem diagrama)

Receber Documentos (com diagrama)

Receber Documentos (sem diagrama)

Análise do Processo de Negócio

Qualidade das Saídas das Promotorias de Justiça

Capítulo 5 – Do Planejamento Estratégico ao Planejamento Operacional

Planejamento

O Processo de Planejamento

Hierarquia do Planejamento

Planejamento nas Organizações

Planejamento nas Promotorias de Justiça

Planejamento para o Ministério Público

Planejamento da Demanda

Programação da Produção

Controle da Produção

Práticas de Planejamento: Técnicas & Ferramentas

Brainstorming

Matriz GUT

Objetivos SMART

Capítulo 6 – Prática Geral

Conhecendo a Promotoria de Justiça

Ação 1: Identificar os Problemas

Ação 2: Definir Objetivos

Ação 3: Buscar Soluções

Ação 4: Controle

Ação 5: Implementar Melhorias

Apêndice – História & Evolução do Trabalho

Das Necessidades da Comunidade à Colonização pelos Europeus

Comunidades Primitivas

Idade Média

Período Expansionista

Da Primeira Revolução Industrial ao Período Atual

Era Industrial

Produção em Massa

Mundo Digital

 

Interessados em qualquer um destes assuntos ou em outros correlatos podem entrar em contato para trocarmos experiências. Será um prazer!

O livro pode ser adquirido na Amazon ou, em maiores quantidades, através do nosso contato.

 

NUGOJ – 04/10/2018

Imagem: NUGOJ

Aonde Queremos Chegar?

Muitos já ouviram falar de “Estratégia” nas organizações, mas o que realmente esse termo significa?

Estratégia envolve o lugar aonde queremos chegar, com metas e objetivos bem definidos, e a forma como vamos utilizá-los para alcançar o resultado.

Uma das funções constitucionais do Ministério Público é a proteção dos interesses coletivos e difusos. Diante de um cenário onde os Ministérios Públicos dos Estados possuem diversas atribuições, percebemos que as Promotorias de Justiça estão abarrotadas de atividades que não revelam a essência da instituição e que não agregam valor à sociedade. Muitas destas atividades são relativas às operações internas e outras de responsabilidade de instituições que não cumprem seus papéis. Assim, as Promotorias de Justiça não conseguem se dedicar, prioritariamente, às questões coletivas, de maior complexidade e que demandam mais tempo e recursos de seus agentes.

Para repensar este cenário, é importante conceber e realizar a estratégia institucional para apoiar a atuação funcional das Promotorias de Justiça. Existem conceitos e práticas aplicáveis às organizações que precisam e devem ser implementados nos Ministérios Públicos dos Estados para que, efetivamente, tenham vantagem competitiva em termos de instituição.

A estratégia de uma organização é composta de 3 elementos*:

  • Criar posição única e valiosa;
  • Criar sinergia entre as atividades da organização;
  • Fazer opções excludentes (trade-offs) para competir.

No contexto atual, pensando no ambiente externo do Ministério Público, dois destes elementos são de fundamental importância para se firmar a estratégia: a posição única e valiosa e as opções excludentes para competir.

O Ministério Público Estadual precisa buscar uma posição única e valiosa, ou seja, realizar algo que o diferencie efetivamente de outras instituições, aumentando a percepção de valor e sua importância perante a sociedade. Precisa ocupar uma posição diferenciada.

Necessita, também, fazer opções excludentes (trade-offs). Fazer escolhas, priorizando as atribuições que lhes são exclusivas; priorizando o trabalho que outra instituição não pode ou não deve realizar. Citando a frase atribuída ao filósofo alemão Hegel: “Quem quer algo de grande, deve saber limitar-se. Quem, pelo contrário, tudo quer, nada, em verdade, quer e nada consegue”. Simplificando: quem tudo quer nada tem!

Por exemplo, na área da saúde, a responsabilidade pela entrega do medicamento ao cidadão é do município. No entanto, diariamente o promotor de Justiça atende pessoas com demandas de medicamentos que não são fornecidos. Individualmente, o cidadão pode enxergar valor na atuação do promotor de Justiça que ingressa com uma ação judicial para o município fornecer o medicamento. Porém, será que a atuação, cobrando uma gestão pró-ativa e eficiente do município para o atendimento da saúde da população, não agregaria mais valor?

Outro exemplo é a atuação nas áreas da habitação e urbanismo e meio ambiente. Diversos municípios Brasil afora não cumprem seu papel fiscalizador na ocupação desordenada das cidades. Tal omissão tem gerado cidades com terrível apelo visual, poluição sonora, congestionamentos, prejuízos materiais e até tragédias com perdas de vidas. É comum pessoas buscarem a Promotoria de Justiça porque um barranco está caindo sobre sua casa ou porque a via pública está esburacada. Será que devemos priorizar a atuação de cada demanda apresentada individualmente? Ou devemos focar na atuação contra o executivo e legislativo para que evitem a perpetuação da desordem e do caos?

Questione sempre: aonde queremos chegar com o trabalho das Promotorias de Justiça? Qual é o verdadeiro valor esperado pela sociedade com o trabalho dos Promotores de Justiça?

Vanessa Evangelista (Promotora de Justiça) – 14/02/2018

 

*MAGRETTA, Joan. Criação de valor: a essência. In: MAGRETTA, Joan. Entendendo Michael Porter. 1. ed. São Paulo: HSM Editora, 2012.

 

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Ao citar esta obra, utilize a seguinte referência (segundo NBR 6023:2002): EVANGELISTA, Vanessa Maia de Amorim. Aonde queremos chegar? NUGOJ – Leitura. Disponível em <https://nugoj.org/leitura>. Acesso em: dd.mmm.aaaa.

Curso no 8° Congresso Brasileiro de Gestão do Ministério Público (CNMP, Brasília)

Os membros do NUGOJ, Ana Cecília Gouvêa e Renan Couto, em conjunto com o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais, de Execução Penal, do Tribunal do Júri e da Auditoria Militar do estado de Minas Gerais, Henrique Macedo, ministraram o curso “Gestão da Produção em Promotorias de Justiça – Transformando o Planejamento Estratégico dos Ministérios Públicos em Realidade para as Presentes e Futuras Gerações”, no 8° Congresso Brasileiro de Gestão do Ministério Público, ocorrido de 01 a 04 de agosto, em Brasília.

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O evento, cujo tema foi “Ministério Público e sustentabilidade: o direito das presentes e futuras gerações”, foi organizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e sua abertura se deu pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os cerca de mil participantes contaram com mais de vinte palestras e cursos, sendo a palestra magna de encerramento proferida pelo jornalista e professor Clóvis de Barros Filho.

A turma do curso foi bastante heterogênea, com representantes de Ministérios Públicos de diversos estados brasileiros. Foram abordados conceitos, realizadas atividades práticas e compartilhadas experiências sobre planejamento, motivação das pessoas no trabalho e processos de negócio/trabalho.

Segundo Henrique Macedo, “o curso chama a atenção dos membros do Ministério Público brasileiro para a necessidade de avançar de um método de trabalho unicamente focado na manifestação processual isolada para repensar suas unidades administrativas e os órgãos de execução com planejamento, gestão e diálogo interinstitucional, de forma a otimizar e potencializar a atividade fim para que o Ministério Público possa avançar no cumprimento de sua missão constitucional de defesa da sociedade”.

Ao final do curso, a turma foi instigada a refletir sobre como o trabalho nos órgãos do Ministério Público é realizado e se há outras formas de fazê-lo, inclusive eliminando tarefas e atividades desnecessárias, salvaguardando recursos e entregando um melhor serviço à sociedade.

NUGOJ – 16/08/2017

Foto: Sergio Almeida (Ascom/CNMP), sob licença CC BY-SA 2.0