Aonde Queremos Chegar?

Muitos já ouviram falar de “Estratégia” nas organizações, mas o que realmente esse termo significa?

Estratégia envolve o lugar aonde queremos chegar, com metas e objetivos bem definidos, e a forma como vamos utilizá-los para alcançar o resultado.

Uma das funções constitucionais do Ministério Público é a proteção dos interesses coletivos e difusos. Diante de um cenário onde os Ministérios Públicos dos Estados possuem diversas atribuições, percebemos que as Promotorias de Justiça estão abarrotadas de atividades que não revelam a essência da instituição e que não agregam valor à sociedade. Muitas destas atividades são relativas às operações internas e outras de responsabilidade de instituições que não cumprem seus papéis. Assim, as Promotorias de Justiça não conseguem se dedicar, prioritariamente, às questões coletivas, de maior complexidade e que demandam mais tempo e recursos de seus agentes.

Para repensar este cenário, é importante conceber e realizar a estratégia institucional para apoiar a atuação funcional das Promotorias de Justiça. Existem conceitos e práticas aplicáveis às organizações que precisam e devem ser implementados nos Ministérios Públicos dos Estados para que, efetivamente, tenham vantagem competitiva em termos de instituição.

A estratégia de uma organização é composta de 3 elementos*:

  • Criar posição única e valiosa;
  • Criar sinergia entre as atividades da organização;
  • Fazer opções excludentes (trade-offs) para competir.

No contexto atual, pensando no ambiente externo do Ministério Público, dois destes elementos são de fundamental importância para se firmar a estratégia: a posição única e valiosa e as opções excludentes para competir.

O Ministério Público Estadual precisa buscar uma posição única e valiosa, ou seja, realizar algo que o diferencie efetivamente de outras instituições, aumentando a percepção de valor e sua importância perante a sociedade. Precisa ocupar uma posição diferenciada.

Necessita, também, fazer opções excludentes (trade-offs). Fazer escolhas, priorizando as atribuições que lhes são exclusivas; priorizando o trabalho que outra instituição não pode ou não deve realizar. Citando a frase atribuída ao filósofo alemão Hegel: “Quem quer algo de grande, deve saber limitar-se. Quem, pelo contrário, tudo quer, nada, em verdade, quer e nada consegue”. Simplificando: quem tudo quer nada tem!

Por exemplo, na área da saúde, a responsabilidade pela entrega do medicamento ao cidadão é do município. No entanto, diariamente o promotor de Justiça atende pessoas com demandas de medicamentos que não são fornecidos. Individualmente, o cidadão pode enxergar valor na atuação do promotor de Justiça que ingressa com uma ação judicial para o município fornecer o medicamento. Porém, será que a atuação, cobrando uma gestão pró-ativa e eficiente do município para o atendimento da saúde da população, não agregaria mais valor?

Outro exemplo é a atuação nas áreas da habitação e urbanismo e meio ambiente. Diversos municípios Brasil afora não cumprem seu papel fiscalizador na ocupação desordenada das cidades. Tal omissão tem gerado cidades com terrível apelo visual, poluição sonora, congestionamentos, prejuízos materiais e até tragédias com perdas de vidas. É comum pessoas buscarem a Promotoria de Justiça porque um barranco está caindo sobre sua casa ou porque a via pública está esburacada. Será que devemos priorizar a atuação de cada demanda apresentada individualmente? Ou devemos focar na atuação contra o executivo e legislativo para que evitem a perpetuação da desordem e do caos?

Questione sempre: aonde queremos chegar com o trabalho das Promotorias de Justiça? Qual é o verdadeiro valor esperado pela sociedade com o trabalho dos Promotores de Justiça?

Vanessa Evangelista (Promotora de Justiça) – 14/02/2018

 

*MAGRETTA, Joan. Criação de valor: a essência. In: MAGRETTA, Joan. Entendendo Michael Porter. 1. ed. São Paulo: HSM Editora, 2012.

 

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Ao citar esta obra, utilize a seguinte referência (segundo NBR 6023:2002): EVANGELISTA, Vanessa Maia de Amorim. Aonde queremos chegar? NUGOJ – Leitura. Disponível em <https://nugoj.org/leitura>. Acesso em: dd.mmm.aaaa.

Promotora de Justiça ministra curso de gestão no Ministério Público do Tocantins

A convite do CESAF-MPTO (Centro de Estudo e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público do Estado do Tocantins), no dia 26 de junho de 2017, a promotora de justiça e membro do NUGOJ, Vanessa Evangelista, proferiu o curso “Gestão da Produção em Promotorias de Justiça” para estagiários, servidores e membros do Ministério Público do Estado do Tocantins.

O curso, realizado na sede do MPTO, em Palmas, introduziu aos presentes e aos que participaram via webcasting, temas como Áreas da Gestão de Promotorias de Justiça, Papel do Promotor de Justiça como Gestor, Planejamento e Tomada de Decisão, Sistema Produtivo e Gerenciamento de Processos de Negócio.

Segundo Vanessa, “a turma foi muito participativa, com trocas de experiências pelos membros e servidores acerca dos métodos de gestão nas Promotorias de Justiça que trabalham”.

Aos participantes do curso e demais interessados em baixar gratuitamente o livro Gestão de Promotorias de Justiça e seus Processos de Negócio, cliquem aqui.

NUGOJ – 03/07/2017

Gestão de Promotorias de Justiça e seus Processos de Negócio

A visão por processos de negócio pode mudar o rumo dos trabalhos de uma Promotoria de Justiça. Para melhor!

No esforço diário em uma Promotoria de Justiça, equipamentos, pessoas, materiais, conhecimento e atividades precisam ser gerenciadas de modo que o trabalho seja realizado com eficiência e a sociedade – cliente maior dos serviços públicos – perceba seus efeitos.

img_livro2O livro Gestão de Promotorias de Justiça e seus Processos de Negócio apresenta uma visão moderna e necessária sobre a gestão de Promotorias de Justiça, trazendo ao profissional que trabalha com Promotorias de Justiça, conceitos e ferramentas que direcionam à excelência destes órgãos. Para o leitor menos familiarizado aos jargões técnicos do “mundo da gestão”, cada capítulo oferece, em uma história incremental e descontraída, a oportunidade de enxergar, na prática, o que foi lido.

Autores: Ana Cecília J. A. Gouvêa, Renan E. Couto, Vanessa M. A. Evangelista
Editora: Procuradoria-Geral de Justiça (MPMG)
Ano: 2012
ISBN: 978-85-61532-07-9

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Ao citar esta obra, utilize a seguinte referência (segundo NBR 6023:2002): GOUVÊA, Ana Cecília Junqueira; COUTO, Renan Evangelista & EVANGELISTA, Vanessa Maia de Amorim. Gestão de Promotorias de Justiça e seus Processos de Negócio. Belo Horizonte: Procuradoria-Geral de Justiça (MPMG), 2012.

Curso no MP Bahia

A abordagem foi a atuação extrajudicial

A convite do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA/CEAF), a promotora de justiça Vanessa Evangelista e o professor Renan Couto, no início de outubro/2016, ministraram o curso Gestão da Produção em Promotorias de Justiça: Atuação Extrajudicial, na sede do MPBA/CEAF, em Salvador.

O curso foi destinado aos promotores e promotoras de justiça do estado que, durante as aulas, realizaram diversas atividades práticas, abrangendo a atividade extrajudicial, principal demanda das Promotorias de Justiça dos alunos presentes.

NUGOJ – 05/11/2016

Aumento da Produtividade em uma Promotoria de Justiça baseado na Alteração dos Métodos de Produção

O artigo científico Aumento da Produtividade em uma Promotoria de Justiça baseado na Alteração dos Métodos de Produção foi apresentado em junho de 2013 pelos membros do NUGOJ Renan Couto, Ana Cecília Gouvêa e Vanessa Evangelista no IX Congresso Nacional de Excelência em Gestão, ocorrido em Niterói (RJ).

O artigo traz resultados da pesquisa que os autores realizaram em duas Promotorias de Justiça do interior de Minas Gerais durante 2010. A principal constatação foi, ao substituírem o método tradicional de trabalho “por jobbing” pelo “por lotes”, houve ganhos de produtividade superiores a 20%.

O artigo se encontra publicado nos anais do congresso e também pode ser baixado clicando aqui.

Autores: Renan E. Couto, Ana Cecília J. A. Gouvêa, Vanessa M. A. Evangelista
Ano: 2013
ISSN: 1984-9354

Ao citar esta obra, utilize a seguinte referência (segundo NBR 6023:2002): COUTO, Renan Evangelista; GOUVÊA, Ana Cecília Junqueira Alves & EVANGELISTA, Vanessa Maia de Amorim. Aumento da produtividade em uma Promotoria de Justiça baseado na alteração dos métodos de produção. In: Congresso Nacional de Excelência em Gestão, 9., 2013, Niterói. Anais… Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2013. p. 1-20.

Pense Lean!

Há inúmeros desperdícios de recursos e tempo nas Promotorias de Justiça que impactam negativamente a percepção de valor pela sociedade, seu principal “cliente”.

Entre eles, provavelmente o mais significativo, seja manter um auto judicial ou procedimento extrajudicial aguardando análise, manifestação ou movimentação.

Apenas como expectador do dia a dia da Promotoria de Justiça, esta pasta física com documentos – imóvel e inerte – nada acrescenta ao caso concreto enquanto descansa confortavelmente em uma estante ou prateleira (às vezes não tão confortável assim!). Precisamos eliminar esta longa espera!!

Uma das bases do Pensamento Lean (Lean Thinking) é o combate aos desperdícios de qualquer natureza, sendo possível aplicá-lo às Promotorias de Justiça. Vamos transformar essa realidade?

Renan Couto – 16/05/2017

III Seminário Estadual de Execução Penal de Rondônia

A promotora de justiça Ana Cecília Gouvêa ministrou palestra no III Seminário Estadual de Execução Penal de Rondônia, ocorrido no início de abril/2017 na sede do Ministério Público do Estado, na capital Porto Velho.

O tema apresentado foi Gestão da Produção em Promotorias de Justiça, com enfoque à execução penal. Outros palestrantes abordaram temas correlatos, como crime organizado e facções criminosas, sistema prisional e ressocialização.

NUGOJ – 05/04/2017