Gestão da Produção no Ministério Público e o Pensamento Lean

O Pensamento Lean ou Sistema Toyota de Produção revolucionou a indústria japonesa após a Segunda Guerra Mundial e agora é disponibilizado para o Ministério Público.

Após a Constituição de 1988 e com o crescente acesso à informação pela sociedade, as demandas do Ministério Público não param de crescer. Em contrapartida, há escassez de recursos para investimentos na infraestrutura ou para a contratação de servidores e membros do Ministério Público. Como nivelar essa desproporcional equação?

A solução é – aproveitando a estrutura e quadro de pessoal existentes – implementar ferramentas e métodos de gestão, já aplicáveis na iniciativa privada, ao trabalho das Promotorias de Justiça e demais órgãos do Ministério Público.

capa_sombra_trpO livro apresenta conceitos, ferramentas e práticas do Pensamento Lean, filosofia de gestão, originalmente chamada de “Sistema Toyota de Produção”, que tornou a indústria japonesa, sobretudo as montadoras de automóveis, referências em qualidade e eficiência. Gestão da Produção no Ministério Público e o Pensamento Lean ainda traz para os órgãos ministeriais temas como planejamento, gerenciamento de projetos, gerenciamento de processos de negócio (BPM), gestão de pessoas, organização de materiais e infraestrutura, dentre outros, oferecendo ao leitor exemplos, casos e ambientações específicas para o Ministério Público.

A obra se destina a quem trabalha na Administração Superior dos Ministérios Públicos e aos membros e servidores que estão em contato direto com a sociedade, buscando cumprir com eficácia, eficiência e efetividade suas funções.

Autores: Renan E. Couto, Ana Cecília J. A. Gouvêa, Vanessa M. A. Evangelista
Editora: Frontiq
Ano: 2018
ISBN: 978-85-54392-00-0

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Ao citar esta obra, utilize a seguinte referência (segundo NBR 6023:2002): COUTO, Renan Evangelista; GOUVÊA, Ana Cecília Junqueira  & EVANGELISTA, Vanessa Maia de Amorim. Gestão da Produção no Ministério Público e o Pensamento Lean. Manhumirim: Frontiq, 2018.

Lançamento do livro Gestão da Produção no Ministério Público e o Pensamento Lean

Durante o XIII Congresso Estadual do Ministério Público de Minas Gerais, realizado nos dias 30 e 31 de agosto de 2018, no The One Business Center, em Belo Horizonte (MG), foi feito o lançamento do livro Gestão da Produção no Ministério Público e o Pensamento Lean, de autoria dos membros do NUGOJ Renan Couto, Ana Cecília Gouvêa e Vanessa Evangelista.

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Organizado pela Associação Mineira do Ministério Público – AMMP, o XIII Congresso Estadual do Ministério Público de Minas Gerais contou com palestras e painéis sobre temas variados alinhados à atuação do Ministério Público. Entre os palestrantes, o presidente da FIEMG (Federeção das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Flávio Roscoe Nogueira e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux.

Enquanto autografavam os livros, os autores puderam explicar a relação entre o Pensamento Lean – originado nas fábricas japonesas após a II Guerra Mundial – e sua aplicação ao trabalho nos Ministérios Públicos, sobretudo com práticas de eliminação de desperdícios, o que confere aos órgãos um perceptível aumento de produtividade.

A obra possui 156 páginas e foi produzida pela Frontiq. Acompanhe as redes sociais do NUGOJ para saber sobre pontos de venda e outros eventos de apresentação do livro.

 

NUGOJ – 03/09/2018

Imagens: NUGOJ/Divulgação

Repense as Boas Intenções

O que você acha de reaproveitar impressões erradas, utilizando o verso da folha, como rascunho?

É, ao mesmo tempo, uma grande ideia e um desperdício. Vejamos o seguinte caso:

Uma organização dispensava folhas com impressões erradas no lixo. Como não havia coleta seletiva, estas folhas eram integralmente desperdiçadas.

Certo dia, um funcionário sugeriu que estas folhas tivessem os versos aproveitados como rascunhos. Ideia ótima!! E assim foi feito, agora protegiam ao meio ambiente.

Algum tempo depois, os colaboradores perceberam que estas folhas poderiam ser ainda melhor aproveitadas, cortando-as em 4 partes. E foi feito!! Assim, uma mesma folha passou a atender a quatro vezes mais pessoas!!! Ganho absurdo de eficiência.

Passados alguns meses, alguém sugeriu que se as folhas cortadas em 4 partes fossem grampeadas, formando um bloquinho, ficaria mais fácil armazená-las e manipulá-las. Perfeito!! Mais uma melhoria.

Como agora as folhas tinham que ser recortadas e grampeadas e nem todo mundo tinha tempo para fazer estas tarefas, em pouco tempo as folhas inteiras com erros de impressão começaram a acumular próximo à impressora. Algumas amassavam, outras dobravam ou rasgavam e não poderiam mais integrar os bloquinhos, que pena! 😦

Como o descarte e acúmulo de folhas só aumentava, o chefe da organização designou uma pessoa para cuidar da atividade. Agora sim, tudo funcionava bem.

Essa pessoa, extremamente capaz e cheia de iniciativa, passados alguns meses, fez alguns orçamentos em gráficas e, desde então, quando a caixa de papelão deixada ao lado da impressora fica lotada com impressões erradas, ela sai mais cedo do trabalho e, antes de seguir para casa, leva em seu carro a caixa para uma gráfica no bairro vizinho, onde as folhas são cortadas milimetricamente do mesmo tamanho por uma máquina moderna e os bloquinhos colados.

Percebam que os bloquinhos feitos na gráfica são o resultado de um processo que consome tempo, energia e pagamento pelo serviço. Gradativamente esta atividade foi ganhando mais atenção e a organização se transformou também em uma fábrica de bloquinhos de papel, o que não faz parte do seu objetivo. Qualquer esforço empreendido nesta atividade não acrescenta valor aos clientes, logo é um desperdício. É uma armadilha para roubar recursos.

Antes de melhorar um processo, questione se realmente ele deve continuar existindo.

No caso dos bloquinhos, os seguintes questionamentos deveriam ter sido feitos:

É realmente necessário imprimir documentos?

Em tempos de nuvem de arquivos, assinaturas e certificados digitais, pagamentos online, aplicativos nos dispositivos móveis, trabalho remoto e outras facilidades tecnológicas, a impressão de um documento pode ser apenas um hábito, não uma necessidade. São comuns casos de organizações que sempre trabalharam com papel impresso e, ao implantarem sistemas informatizados, passaram a manter (por favor não ria) os mesmos documentos no ambiente digital e físico, simultaneamente.

Por que não acertou a impressão da primeira vez?

Pode parecer óbvio, ninguém quer errar, mas pequenas desatenções na finalização ou impressão do documento ou a não utilização das ferramentas dos editores de texto (estilos de parágrafos, verificação de ortografia etc) é que acarretam os erros. E lá se foram três ou quatro folhas desperdiçadas, além da tinta/tôner, energia elétrica, tempo reimprimindo e consertando o erro.

Sempre questione!

Renan Couto e Vanessa Evangelista – 07/06/2017

Ao citar esta obra, utilize a seguinte referência (segundo NBR 6023:2002): COUTO, Renan Evangelista; EVANGELISTA, Vanessa Maia de Amorim. Repense as boas intenções. NUGOJ – Leitura. Disponível em <https://nugoj.org/leitura>. Acesso em: dd.mmm.aaaa.

Pense Lean!

Há inúmeros desperdícios de recursos e tempo nas Promotorias de Justiça que impactam negativamente a percepção de valor pela sociedade, seu principal “cliente”.

Entre eles, provavelmente o mais significativo, seja manter um auto judicial ou procedimento extrajudicial aguardando análise, manifestação ou movimentação.

Apenas como expectador do dia a dia da Promotoria de Justiça, esta pasta física com documentos – imóvel e inerte – nada acrescenta ao caso concreto enquanto descansa confortavelmente em uma estante ou prateleira (às vezes não tão confortável assim!). Precisamos eliminar esta longa espera!!

Uma das bases do Pensamento Lean (Lean Thinking) é o combate aos desperdícios de qualquer natureza, sendo possível aplicá-lo às Promotorias de Justiça. Vamos transformar essa realidade?

Renan Couto – 16/05/2017